É só o amor que conhece o que é verdade

Por Monique Negrão

Hoje eu acordei audaciosa pra dizer que eu acredito que o que você sente não é amor. Pelo menos não do modo que eu vejo. Pelo menos não do modo que me mostram. O amor romântico é uma praga que se alastra de forma alarmante e preocupante. É o suprassumo do egoísmo. É uma celeuma atemporal e sem precedente. É triste, é solitário e utópico. É uma batalha desleal que ilude do adversário; o se amado. É um cárcere bem moldado de muros invisíveis de juras de amor que não passam de uma camuflagem da vaidade de quem diz emanar amor e amar acima da própria vida e morte. Amar não é vício. Amar não é doentio. Amar não é dor. O amor é bom, não quer o mal, não sente inveja ou se envaidece.

Amor usado como um mecanismo de recompensa, não é amor, é droga. Amar é querer bem. Amar é se sentir bem. Amar é escolha e não maldição. Amar não é depender física e emocionalmente, amar é poder viver sem, mas escolher viver com.

Quando você é um viciado, você não escolhe, você é dependente. Não é genuíno. Quando você ama, você pode viver sem o ser amado, mas escolhe viver com ele, porque é a sua vontade e não um impulso mecânico. É estar-se preso por vontade, mas livre. Livre como é quem pode escolher o amor, e não ser sentenciado a ele

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* Monique Negrão é antropóloga, blogueira e foi colunista do site da revista Capricho
www.sorveteriaa.wordpress.com

 

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